Semana de Alta-costura 2018

Para quem ama alta-costura, a temporada de primavera-verão 2018 invadiu Paris entre os dias 22 e 25 de janeiro. O line-up tem marcas clássicas que a gente adora como Chanel, Dior e Valentino, que fizeram bonito nesta temporada como mostramos logo abaixo. Qual a sua favorita?

Dior

A cada temporada Maria Grazia Chiuri pesquisa uma artista para homenagear com suas criações para a Dior. Na coleção de primavera-verão 2018 da alta-costura, a eleita foi a surrealista argentina Leonor Fini, uma das artistas de vanguarda que Christian Dior exibiu na galeria com a qual ele trabalhava antes de se tornar um couturier.

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A artista tinha uma imagem poderosa, construída com a ajuda de roupas e headpieces extravagantes que serviram de referência para criar a identidade da coleção. O preto e branco dominou a cartela de cores das roupas e o cenário do desfile já que, além de um clássico, para a diretora criativa da Dior, essa dupla também representa os tons do subconsciente e tem tudo a ver com o simbolismo surrealista.

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Como não poderia deixar de ser, a coleção de alta-costura da Dior teve muitos vestidos que nos fizeram sonhar, com transparências, estampas de efeito óptico e modelagens que lembravam as gaiolas recorrentes em imagens do movimento surrealista. Outro destaque foram os looks mais agênero, com calças, terninhos e capas representando o discurso feminista de Maria Grazia Chiuri na maison francesa. E como não comentar as máscaras etéreas assinadas por Stephen Jones e as palavras tatuadas quase como acessórios nos corpos das modelos? Uau!

Chanel

Quem está acostumada com o espetáculo que são os desfiles da Chanel pode ter ficado desapontada com a “simplicidade” do cenário do desfile de alta-costura desta temporada – o Grand Palais foi transformado em um clássico jardim francês, com flores e até uma fonte – mas calma, a coleção não decepcionou.

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Karl Lagerfeld criou peças mais românticas que de costume, com muitos looks leves, transparências, pitadas de brilho, e, claro, tweed, mas em tons açucarados. Como headpieces, as voilettes com flores ajudavam a completar o mood dessa coleção que tem um fundo político: a inspiração tem a ver com o otimismo do kaiser em relação à mudança de atmosfera na França sob o comando do presidente Emmanuel Macron.

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Valentino

Depois de perder sua dupla Maria Grazia Chiuri na Valentino, Pierpaolo Piccioli vem aos poucos trilhando seu caminho solo na marca e definindo sua identidade como diretor criativo. Nesta temporada de alta-costura ele falou sobre futuro, o que ele imagina ser, e esse futuro tem muito do passado, mais exatamente os anos 1980.

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Todo glamour, cores volumes eighties embalaram a (surpreendente) primeira parte da coleção, que vai na contramão do que se espera de uma alta-costura tradicional com muitos bordados e os looks estilo princesa renascentista que ele costumava assinar com Maria Grazia.

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Não é que a fantasia da alta-costura tenha ficado esquecida, os vestidos românticos estavam lá na segunda parte do desfile, mas essa temporada trouxe novas possibilidades de mulheres se encontrarem em um look de festa, que pode ter criatividade, cores vibrantes, calças compridas e, por que não, chapéus de plumas assinados por ninguém menos que Philip Treacy.

Fotos: reprodução

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