#HYPEARTISTIS – RAFAEL XAVIER

O nosso #HypeArtists dessa semana, é o brasileiro Rafel Xavier. Com um estilo livre de pintura, Rafael prefere deixar sua mente leva-lo na hora da criação.

Vem saber mais sobre o trabalho maravilhoso desse diretor de arte e também artista. Confiram:

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H. Você é formado em que?
R: Estudei Comunicação Visual no SENAC. Quando pequeno sempre achei que seguiria na arquitetura pois dentro da noção básica que tinha, sabia que havia muito desenho. Com o tempo descobri o design e vi que na verdade era isso que queria.

H. Como funciona o desenvolvimento do seu trabalho?
R: São dois lados. Como diretor de arte gosto de primeiro rabiscar no papel em branco tudo o que vier relacionado ao assunto em mente, e com isso ir moldando as idéias. Após uma noção básica, gosto de buscar referências variadas (por ordem cronológica muitas vezes), para absorver e desconstruir fatores relacionados de artistas, épocas e linguagens diferentes, reciclando e inovando conhecimentos já adquiridos e vendo qual ou quais se encaixam melhor para dar continuidade.

Como artista, sempre gostei do ‘freestyle’. Fico muito mais a vontade quando estou livre para criar o que quiser com o que tenho em mente, tornando as possibilidades infinitas sempre. No momento da criação, gosto de sentar sozinho e focar naquilo como se não houvesse nada além de mim e da tela até que esteja satisfeito com o resultado, que muitas vezes demora para vir pois sempre vão aparecendo muitos caminhos que me interessam seguir, e só sossego quando consigo atender a todos de um jeito uniforme.

Captura de Tela 2017-03-28 às 15.03.56

H. Quais são suas inspirações?
R: Tudo é inspiração. Desde o barulho até a ausência dele, da mega saturação até a falta dela, tudo tem dois lados, e muitos só dão atenção para o que agrada em primeira instância. Penso que justamente nos erros e defeitos é que se adquirem ‘soluções’ e aprendizados. Enquanto a maioria anda na rua pensando ”nossa que cidade horrível, toda pixada”, eu agradeço todo dia por ter um museu de arte livre a céu aberto a hora que eu quiser e poder aprender com isso. A cidade é um reflexo da sociedade e através dela podemos crescer muito.

Sempre fui fissurado também por pôsters de filme, principalmente da época Noir e do artista Drew Struzan, mas a maior inspiração de todas é a natureza, que é referência para mim até hoje desde o jeito que tudo flui e se adapta perfeitamente, os formatos, texturas, tempos, ruídos e a conexão que uma coisa tem com a outra, é uma ‘comunicação visual completa’.

H. Qual trabalho você mais gostou de se envolver?
R: O WGP Kickboxing. No início eles eram clientes da agência que eu comecei a trabalhar, a Gou/Factory. Após quase 1 ano sentiram a necessidade de alguém fixo com eles e fui chamado para cuidar integralmente da comunicação visual do evento, que na época era pequeno e desconhecido no mundo da luta.

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Com a saída da agência, foquei totalmente no WGP e apesar de cuidar de toda a comunicação sozinho, tocando o trabalho de uma equipe inteira em apenas 1 pessoa, em 4 anos mais ou menos após muito sacrifício nos tornamos o maior evento de luta em pé da América Latina, com reconhecimento mundial e atualmente quase 300 mil seguidores no Facebook, além de transmissão nos maiores canais do segmento no continente. O WGP é um filho para mim, e com certeza temos muito para conquistar ainda.

H. Quando foi seu primeiro contato com a arte?
R: As ruas. Sempre me inspirei muito em tudo que via por aí. Desde rabiscos em tags, grafitis e lambe-lambes que cobriam a cidade com mais frequência antigamente, até formas de prédios e sinalizações de comunicação da sociedade. Andava com a cara grudada na janela viajando em tudo que era estampado na minha frente.

H. Quais são as técnicas que utiliza?
R: Não tenho limitação, é meio de época. Sempre fui fissurado em spray e canetinha, mas atualmente estou trabalhando bastante com colagem e dupla exposição. Faço uma base no papel com algumas imagens, e jogo para o Photoshop para a segunda etapa, onde mexo nos detalhes, deixo tudo alinhado e com a linguagem parecida para criar algo uniforme e diferenciado do segmento das colagens padrões.
Apesar disso não me apego a um método, estou sempre somando idéias e gostos novos, e é através disso que se refletem os meus processos.

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H. Jogo rápido:

- Um desenho animado:

As Aventuras de Tin Tin

- Uma comida:

Polenta frita

- Um livro:

Eram os deuses astronautas?

- Um filme:

Taxi Driver

Para conhecer mais sobre o trabalho do Rafael, acesse seu Instagram AQUI

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