Semana de Haute Couture Paris

Durante essa semana está rolando a semana de moda mais luxuosa da temporada, a de alta-costura  de Paris. E esse ano ela veio cheia de novidades.

A Vetements desfilou pela primeira vez na semana de alta-costura como convidada, e apresentou uma alta-costura interpretada por Demna Gvasalia, que também é diretor criativo da Balenciaga, misturando peças prêt-à-porter masculino e feminino, com elementos da alta-costura.
Durante essa temporada a rede social Instagram fez uma parceria com pessoas e artistas influentes do mundo todo, em colaboração com a Fédération Française de la Couture. A modelo Natalia Vodianova, o ilustrador Richard Haines, o artista Thomas Lélu, a blogueira Aimee Song e a blogueira Chiara Ferragni (do The Blonde Salad), farão uma cobertura especial de um conjunto seleto de desfiles, para ajudar na divulgação do evento.


Vetements

O primeiro desfile da grife na semana de alta-costura aconteceu na Galeries Lafayette. A marca que virou sinônimo de cool e hipster na moda atual, só que o principal fator na construção desses looks é baseado no também principal fator do estilo hipster: a ironia. As roupas rasgadas e poídas meio de mendigo não são porque o hipster não tem dinheiro para comprar outra, mas sim porque isso é irônico.

O designer Dmna Gvasalia fez um desfile de alta-costura, mas que já estava disponível para venda logo depois, misturando a identidade da marca com elementos de couture dos seus 18 parceiros convidados para a elaboração da coleção, como Levi’s, Eastpak, Reebok, Comme des Garçons, Champion,Manolo Blahnik, Brioni, Mackintosh, Church’s, Dr Martens, Kawasaki e Juicy Couture.

Cada parceiro foi responsável por fazer aquilo que faz de melhor, e claro, se adaptando ao estilo da Vetements. E o resultado foi incrível, com muita modelagem oversized e mistura entre o streetwear e os looks mais elaborados de passarela. A paleta de cores com tons de marrom, azul royal, vermelho, caramelo, preto e branco, seguiu a mesma linha, que transparece maior liberdade na hora de se vestir.

Confira alguns looks na nossa galeria.


Atelier Versace

Nesta coleção, Donatela Versace resolveu dar mais atenção aos drapeados, do que para os bordados e modelos super-sexy. A combinação de cores muito incomum, deu um efeito inesperado: o de harmonia.

Transitando entre os tons de verde-militar, lavanda, rosa pastel, preto, azul-céu e o vermelho, todos com uma versão mais metalizada, a construção desta coleção estava deslumbrante.

Os drapeados tinham muitas formas, desde o decote assimétrico de um tailleur preto, ou das guirlandas de tecido que se agarravam ao comprimento do vestido vermelho de mangas compridas de Bella Hadid, para o tecido vermelho arrastando no chão, amarrado nos quadris sob um tubinho de lantejoulas azul, até um vestido preto corpete  de Irina Shayk, que tinha uma fenda da altura dos quadris.

Já os bordados não foram totalmente abandonados. Tiveram muitas lantejoulas incrustadas na parte de trás de um casaco wrap e estiveram bastante presentes nos vestidos também.

Confira os cliques do desfile na nossa galeria!


Christian Dior

Depois da saída repentina de Raf Simons da grife, os jovens Lucie Meier e Serge Ruffieux assumiram a direção criativa da marca. E mesmo com o potencial para dar tudo errado, felizmente conseguiram acertar na coleção de alta-costura da Christian Dior.

A coleção de outono-inverno foi um exemplo típico da abordagem de Raf Simons, ao produzir o que uma mulher jovem compraria na Christian Dior: a feminina, mas, felizmente, não menininha. Com uma coleção mulherão em uma paleta que incluía apenas o preto e o branco.

Sem o corselet antiquado ou as anáguas de tule espumantes, a coleção foi construída por vestidos soltos de tafetá preto, uma concentração em saias, tops fluídos, e pequenos detalhes em dourado bordados de prata.

Não há dúvidas de que em breve a maison anunciará o novo(a) diretor criativo da marca, mas por enquanto podemos aplaudir de pé o trabalho que a dupla suíça inexperiente tem feito. Com tanta pressão de dirigir coleções de uma grife de peso como a Dior, estão administrando muito bem a situação.

Confira a nossa galeria para cliques do desfile.


Chanel

Como de costume, o desfile da maison aconteceu no Grand Palais. O cenário da temporada outono-inverno de alta-costura, foi o icônico ateliê da Rue Cambon, em Paris. Karl Lagerfeld trouxe para as passarelas do Grand Palais as costureiras da marca, que transitavam pelo desfile, como se estivessem se preparando, junto com as modelos, para o desfile.

Muitos modelos em preto e branco, que faziam referência à Art-Noveau das ilustrações do artista britânico Aubrey Beardsley (1872 – 1898).  Os ombros largos e pontiagudos mostram uma pegada mais anos 80 da Chanel, repaginando as tradicionais jaquetas e tailleurs da grife. Elas foram usadas com calças amplas e mais curtas ou botas de cano alto.

Segundo rumores, Karl homenageou sua equipe artesãos, como uma espécie de despedida da Chanel. Como ele deve deixar em breve a maison, esse desfile serviu para agradecer as costureiras e artesãos da haute couture que estão por trás do trabalho peças tão desejadas.

Confira na nossa galeria os cliques do desfile!


Elie Saab

A coleção  haute-couture de Elie Saab tem como tema New York, New York. Sirenes e buzinas soaram no sistema de som, e Saab impresso no livro de imprensa com citações de moradores famosos e visitantes sobre a cidade.

Esta foi uma coleção excepcional de Elie Saab, de tão expressiva que era. Pássaros se uniam na saia de um vestido com um corpete de veludo preto; corações eram estampas e bordados de cristal; todos os tipos de flores nos tons que iam desde o amarelo, azul, vinho, e miçangas pretas bordadas no tule; apliques de seda da aquarela em vestidos. Todos esses elementos não são novidade na couture, mas para Elie Saab, que sempre focou muito nos monocromáticos, ou em tom sobre tom. Novos ares à alta-costura de Elie.

Confira a galeria para mais detalhes da coleção.

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